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A Astral Cultural apresenta

A Casa das MemóriasThe Safekeep, de Yael van der Wouden

O romance que o mundo inteiro está comentando chega ao Brasil.

Leitura de Tanya Reynolds — trecho de The Safekeep, finalista do Booker Prize 2024, de Yael van der Wouden.

Conheça mais

Tudo o que você precisa saber sobre o romance de estreia que se tornou um fenômeno internacional.

01 A história

Holanda, 1961. Isabel leva uma vida de isolamento na antiga casa de sua família. Junto à rotina pacata, ela nutre um cuidado obsessivo pela ordem e pelos objetos que pertenciam à sua falecida mãe. Porém, toda essa estabilidade desmorona quando seu irmão traz a namorada, Eva, para passar uma temporada na casa, e o lugar, que antes oferecia proteção e segurança, torna-se palco de mudanças inquietantes.

Eva é o exato oposto de Isabel: displicente, barulhenta e um tanto intrometida. Em resposta, Isabel desenvolve uma obsessão alimentada pela fúria que a consome, e, quando objetos começam a desaparecer de gavetas e armários, as suspeitas contra a indesejada hóspede se intensificam. Mas, à medida que o calor daquele verão aumenta, a tensão entre as duas mulheres se transforma em algo inesperado: uma atração perigosa que ameaça desenterrar segredos há muito ocultos naquela casa.

Dominada por sentimentos intensos e conflitantes, Isabel irá descobrir que nada — nem mesmo as memórias ou as paredes que as cercam — é realmente aquilo que parece ser.

02 Os personagens
IsabelVive sozinha na casa herdada da mãe, guardando cada objeto em seu devido lugar — a única forma de ordem que conhece.
EvaA "convidada" trazida por Louis: desleixada, curiosa, com um passado que ela não faz questão de explicar.
LouisO irmão mais velho de Isabel, dono legal da casa e namorador inconstante — é ele quem impõe a presença de Eva.
HendrikO outro irmão de Isabel, vive abertamente com o companheiro Sebastian — um contraponto silencioso ao que Isabel ainda não consegue admitir sobre si mesma.
03 Um gostinho do primeiro capítulo

Tudo começa com um caco de porcelana — um fragmento com o desenho de uma lebre, encontrado enterrado no jardim, pertencente a um conjunto de louça que ninguém tem permissão de tocar, guardado atrás do vidro desde que a mãe morreu.

É a partir desse detalhe mínimo, quase insignificante, que Yael van der Wouden começa a desmontar, capítulo a capítulo, a rotina perfeita que Isabel construiu para si mesma — e a questionar o que, exatamente, ela está tentando manter intacto.

04 O que a crítica internacional disse

“Um livro belamente construído, quase perfeito.”

Kirkus Reviews

“Repleto de mistério e da inquietação de Isabel diante do próprio desejo recém-descoberto.”

Taylor Horner, Booklist

“Um livro discretamente notável. Nada aqui é gratuito.”

Lori Soderlind, The New York Times Book Review
05 O veredito do júri do Booker Prize

Ao anunciar A Casa das Memórias na shortlist do Booker Prize 2024, o júri descreveu o romance como uma história cativante sobre obsessão e segredos, elogiando o modo "cuidadosamente calibrado", quase de natureza-morta holandesa, com que cada peça da louça da casa é tratada.

Os jurados destacaram ainda a dinâmica entre Isabel e Eva: duas mulheres que dividem um espaço carregado de tensão, sempre conscientes uma da presença física da outra.

06 Bastidores: a autora sobre o livro

Yael van der Wouden é professora de escrita criativa e literatura comparada nos Países Baixos. Antes de estrear na ficção, já era conhecida por seu ensaio On (Not) Reading Anne Frank, sobre identidade judaica-holandesa — hoje reconhecida referência sobre o tema.

A ideia deste livro nasceu numa viagem de carro, voltando de um funeral, olhando os campos planos da Holanda. Ali, entre o luto e a vontade de escapar, nasceu a imagem que deu origem à história: uma casa, uma mulher e uma estranha. A autora descreve sua própria obsessão por casas — e pela fantasia de ter uma — como uma das inspirações centrais do romance.

Entre as leituras que mais moldaram sua escrita, ela cita Fingersmith, de Sarah Waters (publicado no Brasil como Na Ponta dos Dedos), e Maurice, de E.M. Forster — livros aos quais volta sempre que quer lembrar como se escreve o desejo.

Mais uma grande história que a Astral Cultural traz para o Brasil

Vencedor do Women's Prize for Fiction 2025, finalista do Booker Prize 2024 e já publicado em 29 países.

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Jornalistas, formadores de opinião e parceiros de imprensa podem solicitar um exemplar de cortesia de A Casa das Memórias. As solicitações serão avaliadas e selecionadas pela Astral Cultural.