Sobre a autora
Yael van der Wouden
A primeira autora holandesa a vencer o Women's Prize for Fiction — e a entrar na shortlist do Booker Prize. Antes disso, trabalhava como professora e aproveitava o tempo em viagens de trem para escrever, enquanto se locomovia de um emprego a outro.
Junho de 2025, Londres
Num palco em Londres, Yael van der Wouden se tornou a primeira autora holandesa a vencer o Women's Prize for Fiction — com o próprio romance de estreia. A presidente do júri, a escritora Kit de Waal, descreveu A Casa das Memórias como a revelação de um aspecto da história pouco explorado pela ficção.
“A maior honra da minha vida como mulher.”
Yael van der Wouden, discurso de aceitação do Women's Prize for Fiction 2025
De professora a fenômeno global
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Acima de tudo, professora
Dava aula de escrita criativa e literatura comparada em Utrecht, Maastricht e na Gerrit Rietveld Academie. Escreveu boa parte do manuscrito em viagens de trem, entre um emprego e outro.
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Ensaísta antes de romancista
Seu ensaio On (Not) Reading Anne Frank, sobre identidade holandesa e judaísmo, recebeu menção notável no The Best American Essays 2018 — anos antes do primeiro romance.
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Um manuscrito disputado
Nove editoras britânicas e dez americanas brigaram pelos direitos de The Safekeep — vitória da Viking (Reino Unido) e da Avid Reader Press (EUA), antes mesmo do livro chegar às livrarias.
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Finalista do Booker Prize 2024
Primeira autora holandesa na shortlist — e o único romance de estreia entre os finalistas daquele ano.
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05
Vencedora do Women's Prize 2025
Menos de um ano depois, o mesmo romance de estreia venceu um dos prêmios literários mais respeitados do mundo — £30.000 e um lugar permanente na história do prêmio.
Uma escritora sem pátria fixa
Yael van der Wouden se descreve como uma "criança holandesa-israelense de diáspora mista" — e explica, em entrevistas, por que escreve em inglês: nem o holandês nem o hebraico jamais couberam nela como o inglês coube. É essa identidade fragmentada, entre línguas e lugares, que atravessa A Casa das Memórias — um livro sobre o que significa pertencer a uma casa, uma história, um país que nunca foi inteiramente seu.
Ela também é cofundadora da Chaos Press, um coletivo editorial feminista nascido de um sarau aberto em Utrecht — muito antes de qualquer prêmio.
Se você gosta de Hamnet, da autora Maggie O'Farrell, vai se encantar por A Casa das Memórias
Fãs de Os Sete Maridos de Evelyn Hugo (Taylor Jenkins Reid) e Reparação (Ian McEwan) vão se identificar com o tom e os temas de A Casa das Memórias.
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Leitura recomendada para fãs de Patricia Highsmith, Sarah Waters e Reparação, de Ian McEwan.
The Booker Prizes
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Fingersmith, de Sarah Waters — no Brasil, Na Ponta dos Dedos (Editora Rocco) — é o "clássico pessoal" que Yael cita como maior influência.
Entrevista, The Booker Prizes
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A própria autora resume o tom do livro: "Retrato de uma Jovem em Chamas se tivesse sido dirigido por Hitchcock."
Women's Prize for Fiction
Em suas próprias palavras
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Para escrever um personagem de forma convincente, é preciso amá-lo de algum jeito — mesmo os mais problemáticos.
Waterstones Blog
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Personagens queer merecem prazer e protagonismo — não só sofrimento.
LGBTQ Reads, Authors in Conversation
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Vou rastejar de volta para minha caverna de anonimato por uns bons anos.
Site pessoal da autora
Perguntas frequentes
Quem é Yael van der Wouden?
Escritora e professora holandesa de escrita criativa e literatura comparada. A Casa das Memórias (The Safekeep) é seu romance de estreia, vencedor do Women's Prize for Fiction 2025 e finalista do Booker Prize 2024.
Yael van der Wouden tem outros livros?
A Casa das Memórias é seu primeiro romance. Antes dele, publicou o ensaio On (Not) Reading Anne Frank, com menção notável no The Best American Essays 2018.
De que outras autoras ela é comparada?
A crítica compara sua escrita à de Sarah Waters — influência que a própria autora reconhece — além de Patricia Highsmith e Ian McEwan.